• Veneza saindo de Roma: 1º dia

      Hoje é o nosso sexto dia na Itália, quinta-feira. Ficamos 5 dias em Roma e em um deles fizemos um bate-volta a Nápoles e Pompéia.


      Photo credit: Nikolas Montaldi

      Durante o café da manhã estávamos tristes por ir embora de Roma e felizes com a expectativa de conhecer Veneza.

      As passagens tinham sido compradas pela internet anteriormente, custando Є 58,00 as duas. Eu sei que é possível comprar ainda mais barato, basta ficar entrando no site todos os dias, mas não tive muita paciência.

      Saímos do hotel e fizemos nosso último percurso entre a Estação Pirâmide e a Estação Termini (já estou com saudade), onde embarcamos no trem, que saiu pontualmente às 8h20, com previsão de chegada para 12h03 (meio dia e três minutos?).

      Estávamos preocupados com a notícia que a agente de viagem nos tinha dado na segunda-feira, de que a reserva no hotel de Veneza, o Tre Archi, ainda não fora confirmada.

      No dia anterior, acessando o email pelo tablet da minha esposa no wifi do hotel, tínhamos recebido um email da agência com uma notícia ruim e outra ótima.

      A ruim era que não tinha sido confirmada a nossa reserva no Hotel Tre Archi, pois o mesmo estava completamente lotado. A notícia boa era que a agência nos deslocou para o Hotel Bauer, um 5 estrelas, praticamente ao lado da Piazza San Marco, sem custo adicional.

      A viagem de trem foi ótima, muito tranqüila, deu para conhecer as paisagens rurais da Itália, pequenas vilas e suas plantações, povoados em montanhas ao longe, e também passamos pelas cidades de Florença, Bolonha e Pádua.

      O trem é confortável, anda a cerca de 300 Km/h, pelo menos é o que marca no monitor do vagão, onde vão se alternando informações sobre as chegadas em cada estação, temperatura e promoções para compra de passagens.

      Na entrada de cada vagão há um local para deixar a bagagem, é melhor embarcar logo porque sempre falta espaço para a mala de todo mundo, então tem que se improvisar lugares entre os banco para as mesmas.

      Chegamos quase no horário previsto, houve um atraso de 3 minutos, fiz questão de marcar! Quem dera se no Brasil houvesse um sistema de transporte igual a este!


      Stazione Santa Lucia - Photo credit: Tom Magliery

      Desembarcamos na Estação Santa Lucia, meio perdidos por não saber direito onde era o hotel, eu estava preparado para chegar no Tre Archi, mas tendo a Praça de São Marcos como referência não foi muito difícil.

      Compramos logo o bilhete de vaporetto para os três dias, não me lembro muito bem o valor, sei que foi caro (cerca de Є 30,00 cada), mas vale a pena se a intenção for conhecer as outras ilhas ao redor.

      Tinha uma fila considerável na saída da estação, pegamos o barco lotado e saltamos na Praça São Marcos.

      Chegamos ao hotel e ficamos deslumbrados com o local, com a decoração, obras de arte e principalmente com o quarto. Fomos bem tratados, todos os funcionários foram educados, mas não tão prestativos e calorosos quanto em Roma.

      O ambiente da recepção era agradável e o café da manhã espetacular, às margens da entrada do Canal Grande, com vista para a Basílica de Santa Maria della Salute em frente.

      Checamos o preço do passeio de gôndola, inclusive dava para embarcar de dentro do hotel mesmo, e achamos caríssimos, entre Є 100,00 e até mesmo Є 150,00 o passeio, então deixamos para uma próxima oportunidade, sendo essa uma boa desculpa para voltar à Veneza.


      Ao lado do hotel um "ponto" de gondôlas


      Deixamos as malas no quarto e fomos almoçar num restaurante pertinho do hotel, onde provamos um nhoque ao gorgonzola maravilhoso, o melhor que comi na minha vida. Dois pratos, uma garrafa de vinho, e mais uns refrigerantes ficaram em Є 38,00.

      Depois saímos passeando pelas ruas de Veneza sem uma direção definida, as ruas estavam lotadas de turistas, principalmente próximo à Praça São Marcos e à Ponte Rialto.

      Fomos olhando as lojinhas, onde tudo é muito caro, principalmente o cristal de Murano, as miniaturas de animais chegam a custar Є 5,00 as menores, e são muito pequeninas.

      Fomos escolhendo ruas menores e mais apertadas, procurando nos afastar da multidão, de vez em quando desembocávamos numa rua de grande movimento, pequenas piazzas, pontes minúsculas...

      Anoiteceu, paramos em uma lanchonete para descansar e tomar um cappuccino com croissants, seguimos pelas ruelas semi iluminadas, totalmente perdidos perguntando pela Praça São Marcos, seguimos algumas plaquinhas semi escondidas até chegarmos na mesma, belíssima à noite, com as laterais e a Basílica iluminadas.


      Photo credit: Lust For Life

      Nos restaurantes e cafés nas bordas da praça ficam mesas em frente à pequenos palcos onde se apresentam grupos de músicos, escolhemos uma mesa, que ficam super vazias devido ao preço, e tomamos um vinho apreciando a música.

      Foi bem caro, mas tomar um vinho apreciando uma boa música, neste local tão bonito, foi muito marcante, ficará para sempre gravado na memória como um momento especial e feliz.

      Dali fomos para o hotel dormir, pois queríamos acordar bem cedo para aproveitar o nosso segundo dia na cidade.

      Veja também como foi o nosso terceiro dia em Veneza.