Saimos do Rio de Janeiro, em pleno verão, dispostos a encarar o frio europeu. Fomos apenas com a definição de onde e quantos dias ficaríamos em Roma. Hotel Patria, por três noites.
O roteiro seguinte, deixaríamos para definir já em Roma em função do tempo. Não gostaríamos de ficar preso em algum lugar por causa do mal tempo. A localização do hotel foi ótima. Nos locomovemos com muita facilidade. Chegamos ao Termini e de lá fomos a pé, sem mistérios.
Como viemos de Paris, pegamos o ônibus da Alitalia no aeroporto que custa 7 euros per capita e deixa no Termini. Foi traquilíssimo.

Fizemos o check-in e rua. Fomos à pé para a Praça de Espanha e depois Fontana de Trevi. Pronto! Me apaixonei! Que cidade é essa meu Deus? Tem um encanto, não sei explicar. E ali, pertinho da Fontana de Trevi, um mercadinho com aquilo que tem de melhor na Itália: prosciutto e formaggio. Fiz a festa!
A nossa filosofia era: um bom lanche de almoço, o que significa sair com o prosciutto, formaggio e vino, parar em algum lugar aprazível e mangiare. E no jantar, um bom restaurante. Bem, nem sempre um bom restaurante. Digo que toda viagem tem sua roubada e a nossa foi essa. Jantar perto da Praça de Espanha. É um lugar muito turístico, com restaurantes para turistas. E foi onde comemos na primeira noite. Mas, tudo bem. Era um bom sinal. De agora para sempre, só alegria.
No segundo dia, um domingo, perturbei o namorado: hoje é dia da benção do Papa no Vaticano. Melhor não contrariar. E lá vamos nós para o Vaticano. E olha a sorte: até às 14h, no domingo, a entrada é franca nos museus do Vaticano. E depois da benção, a gente sai correndo para pegar o free-pass. Conseguimos! Capela Sistina, linda, mas lotada! Tudo bem, consegui até um banquinho para sentar e observar as pinturas, viajar. Nessa hora, o melhor é fechar os olhos e fingir que só você está lá. E se imaginar Michelangelo. Se tele-transportar. Esse é um clássico exemplo de que vale a pena ler, estudar, se informar sobre o local antes de visitá-lo. Senão, pegue um audio guia. Vale a pena.

Subimos a cúpula da Basílica de São Pedro. Imperdível. Se a saúde está ok, meu amigo, não perca.
Saimos do Vaticano já à noite e iríamos jantar no Trastevere. Amei o bairro! Que lindeza! Fomos na Trattoria da Lucia. Ótima comida, local bem tradicional!
Dia seguinte, o destino era o Coliseu. Pegamos o metrô e descemos no Circo Massimo.
Antes passamos nas Termas de Caracalla. Muito bacana, recomendadíssimo!
Compramos o Roma Pass, que funciona em um esquema bem particular. O grande lance é aproveitar o passe para as atrações mais caras e depois aproveitar o desconto. Depois das termas, fomos para o Coliseu. Recomendo que aluguem um audio-guia.
Mais uma focaccia e fomos para o Palatino. Ficamos até fechar. É um lindo passeio. Depois, fomos a pé para a praça Campo de' Fiori e o jantar foi no Da Gino. Muito recomedado! Se não tiver reserva, chegue cedo! Muito tradicional, excelente comida. E clima maravilhoso. E fica na menor rua do mundo (não sei, mas pode ser que não seja!).

No dia seguinte, fomos para Villa Borghese. Vale a pena, recomendo! A Galleria é linda, vale a pena. Os jardins são fantásticos. E, se você é apaixonada por Leonardo da Vinci como eu, não perca a exposição Le Macchine di Leonardo. Simples, mas bonita e divertida. E fica aberta até mais tarde, mesmo no inverno.
Não tínhamos um roteiro super definido, fechado. Tínhamos em mente o que gostaríamos de ver. E acima disso tudo está uma vontade imensa de “sentirmos” as cidades que visitamos, de “nos perder”. Mas, de um modo geral, o que posso dizer é:
- por mais que Roma não tenha um sistema de transporte como Paris, você vai conseguir se locomover com tranquilidade e segurança;
- para o Roma Pass valer a pena não pode ter preguiça, tem que aproveitar mesmo. O passe é caro e se você é do tipo que passa horas em um mesmo lugar, talvez não valha a pena;
- ficar perto do Termini é bom. Facilita, por exemplo, quando for voltar para casa à noite. Se você está perto do Termini, vários ônibus irão te servir. Mas, se essa não for sua prioridade, me pareceu mais interessante ficar nos arredores do Campo de' Fiori e Fontana di Trevi;
- por incrível que pareça, o aeroporto Fiumicino fecha. Sim, das 22h às 5h o aeroporto está fechado. Então, se você tem um voo muito cedo, como eu tive, e tem a ideia de ir para o aeroporto na madrugada para não pagar mais uma diária, como eu tive, esqueça. Apenas um portão do aeroporto fica aberto e todo os serviços ficam fechados.
Escreverei em seguida sobre a nossa etapa seguinte da viagem.



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