• Veneza saindo de Roma: 2° dia

      Hoje, sexta-feira, é o nosso sétimo dia na Itália e segundo em Veneza.

      Mais cansados do que pensávamos, depois do nosso primeiro dia em Veneza, ficamos até mais tarde na cama, precisamos de um tempo extra para recuperar as forças despendidas nos passeios.

      Fomos ao café da manhã, que tinha tantas coisas deliciosas que acho que recuperamos as poucas as gramas que deveríamos ter perdido nestes dias de intensas caminhadas.

      Além disso, tomar o café da manhã ao ar livre, ao lado do canal, com um monte de barquinhos passando, uma bela igreja defronte, foi muitíssimo agradável.

      Tínhamos a intenção de visitar a Basílica de São Marcos, a Torre do Relógio e o Palazzio Ducale, mas as filas estavam enormes, então, fomos até a Ponte dos Suspiros tirar umas fotos e dali pegamos o vaporetto para visitar as ilhas, e assim poder utilizar nossos tickets tão caros.


      Ponte dos Suspiros - Photo credit: Leandro Ciuffo

      Primeiro fomos para Murano, visitar as fábricas de cristais, que eu achei mais parecidos com vidro, devido à espessura dos mesmos.

      Passando em frente de uma das fábricas fomos chamados por uma senhora para dentro, chegamos justo no momento que se estava iniciando a manufatura de uma peça.

      Um bola incandescente na ponta de um tubo longo foi sendo moldada através de sopros e pressão numa barra de ferro em um cavalo empinado, e depois, foi feito uma pequena jarra de cor preta.

      Dali fomos para a loja da fábrica e acabei comprando um conjunto de seis copinhos coloridos de licor com uma bandejinha, a vendedora me garantiu que era feito ali mesmo e pintado a mão. Era o que cabia no meu bolso!


      Loja em Murano

      Existem muitas e muitas lojas vendendo estes cristais, todas multicoloridas, com peças lindas, de todo tipo, e algumas delas colocam cartazes dizendo que ali não se vende cristal chinês. Será que existem muitos cristais de Murano made in China?

      Pegamos outro vaporetto e fomos para Burano, a ilha das rendas. Parece uma vilazinha perdida no tempo, com muito menos turistas, e por isso mesmo muito mais agradável para se passear.

      Nas ruas principais ficam lojas com preços muito mais em conta do que Veneza e restaurantes que também são muito mais baratos.

      Almoçamos uma travessa de frutos do mar com o tradicional vinho e uns refrigerantes, experimentei também uma bebida que já tinha visto as pessoas tomarem em diversos bares de Veneza, era meio rosada/alaranjada, com uma rodela de laranja dentro do copo, esqueci o nome do coquetel, tudo por cerca de Є 35,00.


      Um dos pequenos canais de Burano

      Visitamos algumas igrejinhas nas ruas principais e depois desviamos para as ruas laterais, estreitinhas, sem nenhum turista à vista, apenas algumas senhoras idosas com netinhos, gatos dormindo preguiçosamente ao sol e crianças voltando (ou indo?) da escola.

      Tudo muito calmo e silencioso, as casas todas coloridas, barquinhos estacionados nos canais, realmente um local para não se esquecer.

      Pegamos novamente o vaporetto e voltamos para Veneza, saltamos perto do Hotel Tre Archi, onde deveríamos ter ficado, para conhecer a região. Deu para perceber que não aproveitaríamos nem metade do que aproveitamos de Veneza se tivéssemos ficado por ali.

      O lugar até é interessante, vimos muitos judeus com aquelas roupas pretas e cabelinho enrolado, casas antigas menos cuidadas e bares e restaurantes mais simples, mas não tem a facilidade de acesso que tivemos no Hotel Bauer.

      Fomos andando com o mapa da cidade na mão, mas logo enjoei e guardei-o na mochila, fomos então seguindo as plaquinhas semi-escondidas até chegarmos na Ponte Rialto, que estava cheia de turistas, com suas lojinhas cheias de coisinhas caras para se comprar. A ponte é realmente bela, um verdadeiro cartão postal.


      Ponte Rialto - Photo credit: Leandro Ciuffo

      Ficamos zanzando por ali e fomos andando em direção ao hotel, compramos uns torrones de pistache a amêndoas numa doceria, paramos para descansar em uma mini praça, onde tomamos uma garrafinha de vinho que comprei em uma padaria.

      Chegamos ao hotel anoitecendo, o movimento de turistas já tinha começado a diminuir lá pelas seis da tarde, tomamos um banho, descansamos um pouco, e voltamos para as ruas de Veneza, que à noite são ainda mais belas e misteriosas.

      Passando pela Praça São Marcos tomamos o rumo dos locais onde ainda não tínhamos passado. Passeamos um bom tempo, passamos em frente de uma loja chamada Fabris Giuliana, onde fiquei fascinado com as esculturas de bronze.

      Chegamos então ao Hard Rock Cafe, onde entramos para tomar umas cervejas e comer um tira-gosto, o local é bem barulhento, com gente animada, cheia de guitarras e itens de bandas roqueiras penduradas nas paredes, tudo criando um contraste enorme com a cidade de Veneza.

      A conta ficou em torno de Є 45,00, as bebidas eram bem caras, mas foi interessante para conhecer o local e observar as figuras que perambulavam por ali, tinha cada uma...

      Dali fomos para o hotel, escolhendo um caminho mais longo, aproveitando para dar umas voltas a mais, sabíamos que precisávamos descansar, mas é difícil abandonar Veneza, seja de dia ou de noite.

      Enfim, o cansaço e o sono acabaram falando mais alto.

      Veja como foi o nosso terceiro dia em Veneza.
      Comentários 3 Comentários
      1. Avatar de Richard Texeire
        Richard Texeire -
        Não pode comprar as entradas para a Basílica, a Torre e o Palácio Ducale pela internet. Obrigado
      1. Avatar de danifurlan
        danifurlan -
        Richard, pesquisei e vi que dá para comprar neste site: Book Tours Venice Italy | What to do in Venice | Travel Venice Mas, não sei se é mais caro...
        Abs!
      1. Avatar de Richard Texeire
        Richard Texeire -
        Obrigado Dani